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Secador térmico para reciclagem de plástico: quando usar e como dimensionar

Um secador térmico é a etapa de ar quente que leva os flakes abaixo do limite de humidade que a secagem mecânica já não consegue ultrapassar. Este guia mostra quando uma linha precisa realmente dele e como dimensionar a partir da humidade de entrada, débito e meta final.

Secador térmico para reciclagem de plástico: quando usar e como dimensionar

Um secador térmico para reciclagem de plástico é a etapa de ar quente que evapora a humidade residual que a secagem mecânica já não consegue remover. Recebe flakes já desidratados, muitas vezes a 1-2 %, e leva-os para abaixo de 0,5 % em rPET alimentar, extrusão sensível ou venda de flake seco sob especificação.

Os erros comuns são comprá-lo sem necessidade ou dimensioná-lo apenas por kW ou kg/h. O método correto começa com dados reais: humidade de entrada, débito estável e meta final.

Precisa realmente de um secador térmico?

Precisa quando a meta final de humidade fica abaixo do limite da secagem mecânica. Um centrífugo remove água livre e superficial, mas em flake rígido costuma parar perto de 1-2 %. Se o processo aceita esse nível, o térmico adiciona sobretudo custo.

Adicione se:

  • rPET alimentar requer menos de 0,5 % antes de extrusão ou SSP.
  • Extrusão fina ou sensível mostra splay, vazios, espuma ou pressão instável por humidade.
  • Flake seco vendido como matéria-prima tem limite de humidade garantido.

Ignore para HDPE ou PP rígido em extrusora ventilada quando 1-2 % bastam. Veja secador de ar quente vs secador centrífugo.

Ponto chave: o secador térmico é acabamento, não desidratação primária.

Cinco dados antes de dimensionar

  1. Material e forma: rPET, HDPE/PP rígido, PP tecido ou filme.
  2. Humidade de entrada após desidratação: medida real na descarga.
  3. Débito em kg/h: produção estável que o secador deve acompanhar.
  4. Meta final de humidade: valor do extrusor, peletizador ou comprador, associado a método de teste.
  5. Utilidades e layout: eletricidade, gás ou óleo térmico, ambiente, espaço e ductos.

Com estes dados corretos, o dimensionamento torna-se cálculo.

Dimensionamento passo a passo

1. Calcular a diferença de humidade

Humidade de entrada menos meta. De 2 % para 0,5 % é uma diferença de 1,5 pontos.

2. Converter em carga evaporativa

Multiplique pelo débito. A 1.500 kg/h e 1,5 pontos: 1.500 × 1,5 % = 22,5 kg água/h. Este é o número central.

3. Dimensionar o calor

Evaporar água exige cerca de 0,63 kWh por kg de água como calor latente. 22,5 kg/h precisam de cerca de 14 kWh/h antes de aquecer ar, flakes e cobrir perdas. Na prática, a etapa térmica ronda 165 kWh por tonelada.

4. Dimensionar ar e tempo de residência

Calor sozinho não seca. O vapor precisa sair com o ar. Pouco ar limita o processo; ar demais desperdiça energia. rPET alimentar e materiais de alta área superficial exigem mais contacto.

5. Escolher uma ou várias zonas de aquecimento

Uma zona serve metas moderadas. Várias zonas ajudam a manter abaixo de 0,5 % ou lidar com variações de humidade de entrada.

Exemplo: 1.500 kg/h de rPET alimentar

DadoValor
MaterialFlake rPET alimentar
Débito1.500 kg/h
Humidade de entrada2 %
Meta0,5 %
Diferença1,5 pontos
Carga evaporativa22,5 kg água/h
Calor latente~14 kWh/h
Energia total indicativa~165 kWh/t, ~250 kWh/h
ConfiguraçãoVárias zonas

O exemplo não substitui projeto detalhado, mas valida a lógica de uma proposta.

Erros comuns

  • Dimensionar só por débito. A diferença de humidade define a carga evaporativa.
  • Assumir humidade de entrada. Meça a descarga real do centrífugo ou squeezer.
  • Sobredimensionar flake rígido. HDPE e PP que peletizam a 1-2 % raramente precisam de térmico.
  • Subdimensionar rPET alimentar. Não manter abaixo de 0,5 % causa hidrólise e rejeição.

Dados para enviar ao fornecedor

  • Material e forma do flake
  • Humidade medida após desidratação
  • Meta final e método de teste
  • Débito estável em kg/h
  • Utilidades disponíveis e ambiente
  • Layout, etapa a montante e restrições de ductos ou sopradores

Perguntas frequentes

Quando é necessário um secador térmico?

Quando a meta final fica abaixo dos 1-2 % que um centrífugo alcança: rPET alimentar, extrusão sensível ou flake vendido com limite garantido.

Como é dimensionado?

Pela carga evaporativa: diferença de humidade multiplicada pelo débito. Depois dimensionam-se calor, ar e tempo de residência.

Que humidade pode atingir?

Leva flake mecanicamente desidratado de 1-2 % para abaixo de 0,5 %, conforme material e configuração.

Substitui o secador centrífugo?

Não. O centrífugo remove a água principal; o térmico finaliza o residual. Veja secador de ar quente vs secador centrífugo.

Quanta energia usa?

A referência é 165 kWh/t, porque evaporar água exige muito mais energia que removê-la mecanicamente.

Resumo

Um secador térmico só se justifica quando a meta de humidade está abaixo do que a secagem mecânica entrega. Defina os cinco dados, calcule a diferença, converta em kg água/h e dimensione calor, ar e residência. Envie esses dados à Rumtoo para confirmar se um secador térmico é necessário e como configurá-lo.

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